Iniciativa “Qualifica IT”

A segunda edição do curso de Programação de Computadores para Reconversão de Licenciados, designado “Qualifica IT”, arrancou este ano, no edifício dos Congregados da Universidade do Minho (UMinho), com 75 formandos distribuídos por três turmas.Em relação ao primeiro ano, o número de candidatos a admissão diminuiu em 25, mas o grau de exigência e carga horária mantêm-se – 600 horas de formação em sala de aula e 385 horas em contexto de trabalho, numa das mais de 20 empresas parceiras onde os formandos farão o estágio final de formação.«Este curso é muito trabalhoso, há dias em que há 8 horas de formação por dia, mas pode-vos retirar o estatuto de desempregado», disseram alguns estudantes da Escola de Engenharia da UMinho, na sessão de apresentação, ontem, no campus de Gualtar daquela academia, diante de uma plateia constituída por cerca de centena e meia de licenciados desempregados.

Criado com o objetivo de formar e facilitar a entrada de candidatos altamente qualificados no mercado de trabalho, o “Qualifica IT” é um curso de formação especializado, financiado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), que resulta de uma parceria entre a empresa municipal InvestBraga, a Universidade do Minho e o IEFP.

Na primeira edição, garantiu uma taxa de 65 % de empregabilidade, entre os participantes que terminaram a formação (85 em 100), o que levou os promotores a dizerem que este curso foi um «sucesso».

As candidaturas para a segunda edição podem ser feitas através da página web da Escola de Engenharia da UMinho e serão admitidos ao curso, licenciados, sobretudo nos domínios das ciências, tecnologias, engenharias e matemática.

Contudo, está reservada uma quota de cerca de 10 por cento para admissão de licenciados provenientes das áreas das ciências económicas, ciências sociais ou jurídicas. O curso assegura aos formandos um subsídio mensal a rondar os 400 euros.

O diretor do Instituto de Emprego e Formação Profissional de Braga salientou que este curso de formação é extremamente importante para requalificar licenciados desempregados, proporcionando uma oportunidade para que estes possam regressar ao mercado de trabalho.

Todavia, o director adverte que este curso: «Não é um passaporte para um emprego determinado, mas confere competências na vossa área para poderem ter emprego», salientou Carlos Meneses. Segundo o responsável, em Braga têm surgido muitos empregos na área das tecnologias ligadas à informática, nomeadamente desenvolvimento de software, mas verifica-se alguma dificuldade em dar respostas a todas as necessidades.

O diretor do Centro de Emprego de Braga assinalou que «Esta formação dá-nos uma oportunidade» e confessou ainda que gostaria que o “Qualifica” se alarga-se a outras áreas como a Sociologia, a Filosofia ou Serviço Social, mas, afirmando que não existe do lado do tecido empresarial abertura para absorver licenciados desempregados destes cursos.

Carlos Menezes enalteceu a abertura da UMinho ao meio empresarial e a sua preocupação em dar resposta ao mercado, mas também o seu sentido de responsabilidade social.

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